Ação Jovem Eldorado 2010











{24 de março de 2010}   Material sobre DST

 Doenças Sexualmente Transmissíveis

 

1. Sífilis Recente (primária) – Cancro duro

Úlcera em pênis: lesão única, bem definida; fundo limpo; bordas elevadas. Geralmente indolor.

 

2. Sífilis Recente (primária) – Cancro duro

Úlcera em pênis: lesão única bem definida, fundo limpo. Mesmo estando frente a lesões típicas, não deve ser esquecida a

possibilidade de estar ocorrendo um caso atípico de outra DST ulcerativa ou mesmo de associações entre elas.

 

3. Sífilis Recente (primária) – Cancro duro

Úlcera em períneo: lesão única no períneo. Quando se observa lesão inicial, primária, na mulher, é a vulva a mais

acometida. Não é rara a ocorrência de lesão primária, indolor, na parede ou fundo de saco vaginal.

 

4. Sífilis Recente (secundária) – Fase exantemática

Manchas em pele de tronco (Roséolas): em indivíduos de pele branca, as roséolas tendem a ser bem mais avermelhadas.

 

5. Sífilis Recente (secundária) – Fase exantemática

Roséolas palmares e plantares: lesões exantemáticas em pele do corpo, acompanhadas dessas lesões em palmas de mãos

e/ou plantas dos pés, são patognomônicas de sífilis (secundarismo).

 

6. Sífilis Recente (secundária)

Roséolas em boca e face: geralmente, as lesões exantemáticas da pele, apesar de serem habitadas pelo Treponema

pallidun, não são usualmente infectantes. Contudo, nas semi-mucosas ou mucosas (como nos lábios), o potencial de

infectividade é mais alto.

 

7. Sífilis Recente (secundária)

Lesões papulosas em pênis (Sifílides papulosas): essas lesões são também denominadas de condiloma plano (não

confundir com o condiloma acuminado). São extremamente infectantes. São lesões úmidas e apresentam odor ativo.

 

8. Sífilis Recente (secundária)

Lesão papulosa em lábio superior: pode parecer lesão de Cancro Duro. Contudo nesses casos, geralmente o paciente

apresenta roséolas em pele de tronco.

 

9. Sífilis Recente (fase final do secundarismo)

Alopécia sifilítica: alopécia em clareira que desaparece após o tratamento da Sífilis. Notar também rarefação do terço distal

de sobrancelha (sinal de Fournier)

 

10. Sífilis Tardia (terciária)

Goma sifilítica: lesões nodulares que sofrem processo de degeneração. Significam reação de hipersensibilidade ao

Treponema, não sendo infectantes, portanto. Atravessam cinco fases: infiltração, amolecimento, supuração, ulceração e

cicatrização.

 

11. Sífilis Congênita Precoce

Recém-nascido com sífilis: recém-nascido com hepatoesplenomegalia, lesões cutâneo-mucosas, coriza serosangüinolenta,

icterícia.

 

12.Cancro Mole

Úlceras em pênis: lesões múltiplas ulceradas. Com freqüência, dor local acompanha o quadro clínico.

 

13. Cancro Mole

Úlcera em vulva: admite-se que ocorra um caso de Cancro Mole em mulher para vinte casos em homens.

 

14. Cancro Mole com adenopatia inguinal supurada

Úlcera em pênis e adenopatia supurada em orifício único: em cerca de 50% dos casos, pode ocorrer adenopatia satélite,

unilateral, dolorosa, inflamatória que, quando fistuliza, rompe-se em orifício único.

 

15. Cancro Mole

Úlcera em prepúcio e úlcera em face interna de coxa: observar que as lesões do Cancro Mole, também conhecido como

cavalo, são auto-inoculantes. O pênis, encostado na coxa inoculou a doença nessa região.

 

16. Cancro Misto de Rollet: Sífilis e Cancro Mole

Úlcera em pênis: ocorre em 2 a 5% dos casos. As lesões tendem a apresentar características de ambas doenças. É

importante citar que as patologias foram adquiridas em épocas diferentes, pois os períodos de incubação são distintos:

Sífilis, 21 a 30 dias; e Cancro Mole, 2 a 5 dias.

 

17. Linfogranuloma Venéreo (LGV) ou Doença de Nicolas-Favres ou “mula”

Úlcera em pênis e Adenopatia inguinal: observar o fato raríssimo de ocorrer o bubão inguinal, juntamente com o cancro de

inoculação. As áreas brancas não são DST, mas apenas vitiligo. A lesão inicial está localizada em sulco bálano-prepucial.

 

18. Linfogranuloma Venéreo – Fase aguda

Adenomegalia inguinal: o LGV, geralmente, causa a maior das massas inguinais, quase sempre única, dolorosa, na qual

jamais deve ser feita drenagem cirúrgica e sim a punção para aspiração do material purulento, com agulha de grosso

calibre, o que alivia a dor. Quando ocorre fistulização, esta se dá em múltiplos orifícios: sinal do “bico de regador”.

 

19. Linfogranuloma Venéreo – Síndrome genito-retal: Fase crônica

Edema e fístulas em vulva: estiomene ou elefantíase genital associada a fístulas e ulcerações. Pode ocorrer estenose de

reto em decorrência do comprometimento das cadeias ganglionares para-retais.

 

20. Donovanose ou Granuloma Inguinal

Lesões ulceradas em vulva e períneo: lesões ulceradas de evolução longa. Para o diagnóstico de Donovanose, deve-se

pesquisar os corpúsculos de Donovan por meio de citologia de esfregaço das lesões ou biópsias. Colher material de bordas

e centro das lesões evitando áreas necrosadas.

 

21. Donovanose ou Granuloma Inguinal

Lesão ulcerada em vulva, períneo e região peri-anal: esta paciente chegou na maternidade em trabalho de parto expulsivo,

apresentando extensa lesão causada por Donovanose de longa evolução. Havia feito cinco consultas de pré-natal, sem

receber orientação ou tratamento.

 

22. Donovanose ou Granuloma Inguinal

Úlcera em pênis: lesões de Donovanose ativa em pênis

 

23. Donovanose ou Granuloma Inguinal

Extensa úlcera em pênis: extensa lesão de Donovanose em pênis com importante área de destruição de tecidos.

 

24. Herpes Genital

Lesões vesiculosas em pênis: observar as típicas vesículas de Herpes Genital.

 

25. Herpes Genital

Lesões exulceradas em pênis: bordas hiperemiadas. Em vários casos, os pacientes chegam no ambulatório com lesões

exulceradas e com história de já ter em apresentado o mesmo quadro anteriormente.

 

26 .Herpes Genital

Lesões vesiculosas em períneo: observar as típicas vesículas de Herpes Genital.

 

27. Herpes Genital

Lesões exulceradas em pequenos lábios: lesões exulceradas em face interna de pequenos lábios de vulva. Em vários

casos, os pacientes chegam no ambulatório com lesões exulceradas e história de repetição.

28. Herpes Genital

Extensa vulvite herpética: a primo-infecção do Herpes Genital é, geralmente, mais intensa que as recorrências. Nesse caso,

as lesões praticamente tomaram toda a região genital, provocando intensa dor e retenção urinária, com impedimento até

para a deambulação.

 

29. Uretrite gonocócica aguda

Secreção uretral: secreção uretral amarelo-esverdeada acompanhada com freqüência de ardência e dor à micção.

 

30. Uretrite gonocócica aguda e Balanopostite

Secreção uretral: edema de prepúcio. Destacar o pronunciado edema no prepúcio e intensa secreção acumulada entre a

glande e o prepúcio.

 

31. Uretrite gonocócica e Sífilis (Cancro Duro)

Secreção uretral e úlcera em prepúcio: observar a secreção purulenta acompanhada do Cancro Duro no prepúcio.

 

32. Uretrite não gonocócica (UNG)

Secreção uretral: as uretrites não gonocócicas, assim como as cervicites não gonocócicas, são menos sintomáticas que as

gonocócicas. Na maioria das vezes são causadas pela clamídia. Não é raro o achado de infecção mista (gonorréia e

clamídia) em casos como este.

 

33. Gonorréia Aguda: Cervicite e Vulvovaginite

Secreção purulenta em vulva: quadros como este de secreção purulenta abundante, devida exclusivamente à infecção

gonocócica, são raros.

 

34. Gonorréia e infecção por clamídia

Endocervicite purulenta: ectrópio visto à colposcopia. Notar muco cervical turvo junto, com grande eversão (mucosa

endocervical que se exterioriza para a ectocérvix)

 

35. Gonorréia aguda

Endocervicite purulenta: observar a intensa secreção purulenta que sai do canal endocervical. Quando não detectada a

tempo, a infecção sobe atingindo a cavidade pélvica, provocando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

 

36. Gonorréia e síndrome uretral aguda

Secreção uretral feminina: além da secreção amarelada que aflora do meato uretral a paciente apresenta ainda vaginite.

Nestes casos, pensar sempre em gonococo e/ou clamídia e/ou micoplasma.

 

 

 

37. Gonorréia complicada. Bartholinite aguda

Abscesso em vulva: abcesso em grande lábio direito de vulva causada por obstrução das glândulas de Bartholin devido à

infecção por gonococos

 

38. Gonorréia complicada. Epididimite

Edema em testículo: bolsa escrotal com volume aumentado. A possibilidade de infecção conjunta por clamídia deve ser

sempre lembrada.

 

39. Gonorréia extragenital

Artrite em joelho: líquido amarelado sendo extraído de joelho acometido por artrite gonocócica. Admite-se que seja a

Neisseria gonorrhoeae o agente etiológico mais freqüente em casos de artrite infecciosa em adultos jovens sexualmente

ativos.

 

40. Gonorréia extragenital

Artrite em dedo médio: artrite gonocócica em dedo médio.

 

41. Conjuntivite gonocócica

Secreção conjuntival purulenta: tanto a clamídia quanto o gonococo podem causar oftalmias; em adultos geralmente por

auto-inoculação e em recém-nascidos por contaminação na passagem pelo canal do parto infectado. A aplicação do colírio

de nitrato de prata (técnica de Credè) é obrigatória em todas as maternidades.

 

42. Candidíase

Secreção branca e grumosa em vagina: exame ao espéculo, evidenciando secreção branca, em grumos aderentes às

paredes da vagina e fundo de saco.

 

43. Candidíase. Balanopostite

Eritema e placas grumosas brancas em glande e prepúcio. Balanopostite fúngica em parceiro de uma paciente com

Candidíase vulvovaginal. Fatores ligados à higiene pessoal influenciam casos como este.

 

44. Vaginose Bacteriana

Volumosa secreção homogênea em intróito vaginal e vulva Notar secreção homogênea em vulva sem hiperemia.

 

45. Tricomoníase

Secreção branco acinzentada em vulva. Secreção branco-acinzentada exteriorizando-se na vulva

 

46. Tricomoníase

Secreção branca, bolhosa; hiperemia da mucosa vaginal. Colposcopia evidenciando secreção com grande quantidade de

bolhas e epitélio vaginal hiperemiado

47. Infecção por HPV (papilomavírus humano): Condiloma Acuminado

Lesões vegetantes verrucosas em pênis: observar que as lesões são verrucosas, multifocais, com aparência de crista de

galo ou couve-flor.

 

48. Infecção por HPV – Condiloma Acuminado

Lesões vegetantes em vulva: é fundamental examinar toda a área genital, anal e oral, para a identificação de todas as

lesões. Lembrar sempre da associação entre infecção pelo HPV e câncer de colo uterino.

 

49. Infecção por HPV – Condiloma Acuminado

Condilomatose em vulva: condiloma gigante em vulva, o qual apesar de muito grande, estava pediculado no períneo.

 

50. Infecção por HPV – Condiloma Acuminado

Lesões vegetantes em borda anal: condiloma acuminado em

 

 

 



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