Ação Jovem Eldorado 2010











{15 de março de 2010}   A AUTOGESTÃO E O “NOVO COOPERATIVISMO”

A Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES surgiu como expressão, no campo da política de Estado, de um amplo movimento social assentado nas diversas formas de existência da Economia Solidária, que significa uma nova expressão do movimento cooperativista frente a nova etapa do capitalismo, caraterizada pelo desemprego estrutural e pela precarização do trabalho, sob hegemonia da globalização financeira.

A reinvenção da Economia Solidária porta em si uma espécie de ressurreição de valores que fazem parte da cultura do movimento operário: solidariedade, autogestão, autonomia, mutualismo, economia moral, e outros.

Nesse sentido, Economia Solidária e Autogestão, se não são sinônimos, são termos que caminham juntos. Podemos mesmo afirmar que não há autogestão sem economia solidária e que não pode haver economia solidária sem autogestão.

Apesar da diversidade de conceitos, pode-se caracterizar a Economia Solidária como “o conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva , com um certo grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em relação ao capital, seja no campo ou na cidade”.

Por sua vez, a autogestão é mais um “ideal” de democracia econômica e gestão coletiva que caracterizam um novo modo de produção. Contudo, este “ideal” se expressa em formas distintas nos diversos momentos da história, como possibilidades concretas dos trabalhadores constituírem suas utopias de uma sociedade igualitária e socialista. Isto significa uma radicalização da economia solidária, no sentido dos trabalhadores se reapropriarem daquilo que o capital lhes expropriou ao longo da história.

Nesta perspectiva, autogestão e socialismo andam sempre de maõs dadas no processo de libertação dos trabalhadores. Todavia, a expressão “socialismo autogestionário” , historicamente, é uma idéia relativamente nova, pois provém da experiência da Iugoslávia, iniciada em 1950.

Entretanto, já no final do século XIX, por exemplo, Karl Marx defendia a “Associaç ão dos produtores livres e iguais”, declarava-se favorável às cooperativas de produção, organizadas em escala nacional. E, não menos fundamental, proclamou a frase que viria a se tornar o “Lema da Autogestão”: “ A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”.

Portanto, pretender uma definição acabada do socialismo autogestionário, seria negar o dinamismo da história e das lutas dos trabalhadores. Mas, isto não impede que, em diversas conjunturas da história, sobretudo em seus momentos críticos, o movimento operário construa formulações.

http://www2.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_autogestaocooperativismo.pdf



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